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“Esperança”, “O Parto”, “A grávida de barriga vermelha”, “A virgem e o menino”

“Esperança”, “O Parto”, “A grávida de barriga vermelha”, “A virgem e o menino”

“Esperança” (1903) (Gustav Klimt, 1862-1918), “O Parto” (1932) (Frida Khalo, 1907-1954), “A grávida de barriga vermelha” (1910) (Egon Schiele, 1890-1918), “A virgem e o menino” (1491) (Leonardo da Vinci, 1452-1619)

Citação em destaque

Quando existe uma gravidez, o médico preocupa-se com a saúde de ambos os seres: a mãe e o filho. Esta dimensão do “eu coletivo” é, seguramente, a que comporta aspetos mais particulares e delicados. Não só no período pré-natal, mas igualmente enquanto o recém-nascido está numa fase de aleitamento, pois se é verdade que o leite materno é o melhor alimento para o desenvolvimento saudável da criança, não é menos verdade que há que ter em consideração que, para além das doenças geneticamente transmissíveis, muitas condições patológicas da mãe podem afetar a sua própria saúde e, direta ou indiretamente, a do seu filho. Merecem particular destaque, as de natureza infeciosa (algumas que podem provocar malformações importantes no embrião), podendo ser transmitidas, quer por via trans-placentária, pelo canal de parto, ou, mesmo, pelo próprio leite materno. Outro dos aspetos fundamentais é o da interferência que os medicamentos, prescritos para tratar afeções da mãe, podem ter no desenvolvimento do feto, o mesmo se podendo dizer relativamente às vacinas. Não é, assim, admissível que todos estes complexos fatores não sejam tidos em consideração, pois, da sua ponderação, depende a vida e a saúde de ambos os seres. O que pesa sobremaneira no relacionamento entre a pessoa do médico e a do doente, e de uma forma totalmente única.

 

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