Destaques

quadros comentados

 

“Nascimento e Circuncisão de S. João Baptista”, “Extração de um cálculo da bexiga”, “Algaliação”, “Desenho Erótico”, “A origem do Mundo”, “Estudo anatómico”

“Nascimento e Circuncisão de S. João Baptista”, “Extração de um cálculo da bexiga”, “Algaliação”, “Desenho Erótico”, “A origem do Mundo”, “Estudo anatómico”
“Nascimento e Circuncisão de S. João Baptista”, “Extração de um cálculo da bexiga”, “Algaliação”, “Desenho Erótico”, “A origem do Mundo”, “Estudo anatómico”

“Nascimento e Circuncisão de S. João Baptista” (1335) (Giovanni Baronzio, sec. XIV), “Extração de um cálculo da bexiga” (1532) (Heinrich Fullmauer, 1497-1546), “Algaliação” (séc. XVI) (Heinrich Fullmauer, 1497-1546), “Desenho Erótico” (séc. XX) (George Grosz, 1893-1959), “A origem do Mundo” (1866) (Gustave Courbet, 1819-1877), “Estudo anatómico” (1492) (Leonardo da Vinci, 1452-1519)

Citação em destaque

Os registos iconográficos das patologias urológicas são muito antigos, tal como se exemplifica nos três primeiros quadros apresentados, sendo de destacar o papel simbólico desempenhado pela circuncisão, para as três religiões denominadas “do Livro” e filhas do mesmo Pai: “Abraão”. Fossem os cristãos primitivos, fossem os judeus ou os árabes. Presentemente, fora do contexto dos rituais de carácter religioso, dado que para os cristãos, deixou de existir essa “obrigatoriedade”, esta intervenção cirúrgica está reservada apenas para o tratamento de algumas patologias que afetam o pénis (fimoses e parafimoses) ou para diminuir a hipótese de se poderem contrair doenças sexualmente transmissíveis, em especial o VIH, estando amplamente difundida em África (sobretudo nos países subsarianos), onde a sua prevalência é mais elevada e onde o relacionamento sexual com múltiplos parceiros é muito mais frequente, estando mesmo legalizada, ou socialmente tolerada, a poligamia.

Os outros três quadros remetem para o facto da problemática da impotência sexual (masculina ou feminina), tenha a etiologia que tiver, comportar certamente uma grande carga de desajustamento relacional e afetivo, sendo causa de enorme sofrimento psicológico e físico de quem dela padece, tendo uma grande e óbvia implicação no âmbito da relação entre o doente (quando não do próprio casal) e o seu médico, carecendo, frequentemente, de uma abordagem clínica multidisciplinar.

 

Outros quadros comentados: