Notícias
Divulgação CulturalCICLO DE SEMINÁRIOS | Ciência e Cultura. Quebrar fronteiras | Do sentimento animal ao sentimento intelectual: (…) | 20 abr. ’26 | 14H30
Ciência e Cultura. Quebrar fronteiras
Do sentimento animal ao sentimento intelectual: a incontornabilidade do sentimento em Leibniz
CICLO DE SEMINÁRIOS | 20 abr. ’26 | 14h30-16h30 | Sala Multimédia | Entrada livre
Resumo
Durante milénios, a racionalidade foi considerada o traço distintivo do ser humano face aos outros seres vivos. Hoje, à luz de novas formas de inteligência e do conhecimento adquirido sobre a vida animal, a interrogação sobre o humano ganha novos contornos, convidando a repensar o lugar do sentimento em relação ao que nos distingue enquanto humanos.
Este seminário tem como objetivo revisitar a noção de sentimento a partir do pensamento de G. W. Leibniz. Apesar de ser comumente reconhecido como um dos pensadores mais proeminentes do racionalismo, Leibniz foi um dos primeiros autores da modernidade a defender a existência de sentimento nos animais.
Mas em que consiste exatamente este sentir? Se a capacidade de sentir é partilhada com outros seres, o que distingue o sentimento animal do sentimento atribuído aos seres dotados de intelecto? Qual a articulação entre sentimento e inteleção? A partir destas questões, procurar-se-á demonstrar a importância do sentimento na filosofia leibniziana, analisando o modo como este molda a nossa experiência de nós mesmos e do mundo, bem como o seu imbricamento com a racionalidade.
Desafiando um certo ‘racionalismo frio’ frequentemente atribuído a Leibniz, propõe-se assim uma reflexão conjunta em torno das novas perspetivas sobre o humano que a conceção leibniziana de sentimento pode oferecer, iluminando o papel da afetividade na definição do que nos distingue enquanto seres intelectuais.
Sobre a autora
Sofia Araújo é investigadora integrada do CHAM – Centro de Humanidades (NOVA FCSH). Doutorada em Filosofia pela Universidade NOVA de Lisboa, dedica-se ao estudo do pensamento de G. W. Leibniz, sobre o qual publicou diversos trabalhos. Atualmente, integra o Grupo Luso-Brasileiro de Tradução Leibniz, que desenvolve uma edição crítica em português da correspondência entre Leibniz e Arnauld.
Fonte: bnportugal.pt
Outros artigos em Divulgação Cultural:
Lançamento | Flores de musica, de Manuel Rodrigues Coelho | 9 abr. | 18h00 | BNP
Flores de musica pera o instrumento de tecla & harpa, dedicada a Filipe II de Portugal (Filipe III de Espanha), é a mais antiga partitura impressa em Portugal (a Arte de tanger de Gonçalo de Baena, publicada em 1540, é impressa em tablatura)
Lançamento | Em busca do Amor perdido: o bilhete postal ilustrado e a poesia de 1900 a 1920 | 8 abr. | 18h00 | BNP
Com autoria de Maria João Fernandes, poemas de Joana Lapa (seu pseudónimo para a poesia) e prefácio de Eduardo Lourenço e de Fernando Guimarães, a obra tem a chancela das Edições Afrontamento. A apresentação está a cargo de Teresa Rita Lopes, ao que se segue uma leitura de cartas e poemas por Gonçalo Salvado e pela autora e um momento musical com a fadista Ana Paula, acompanhada por Custódio Castelo à guitarra portuguesa
Lançamento | Judeus – Os Navarros de Lagoaça | 5 abr. | 18h00 | BNP
Obra em quatro volumes, da autoria de Filipe Pinheiro de Campos e António Maria de Assis, com prefácio de Adriano Moreira. Uma edição conjunta do Laboratório de Estudos Judaicos (ISCSP-UL) e da editora Colibri. A apresentação está a cargo de António de Sousa Lara
Ciclo de Oficinas / Conferências | História da Pobreza e da Fome | 4 abr. | 9h30 / 18h00 | BNP
Nestes ciclos, organizados por Ana Isabel Queiroz (IHC-NOVA FCSH), abordam-se conceitos fundamentais para a compreensão dos fenómenos da pobreza e da fome ao longo da história e equacionam-se fatores geográficos, ecológicos, culturais, sociais, económicos e políticos













