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CICLO DE SEMINÁRIOS | Ciência e Cultura. Quebrar fronteiras | Imaginação, simulação e ficção: o que nos dizem sobre a realidade? | 30 mar. ’26 | 14H30

CICLO DE SEMINÁRIOS | Ciência e Cultura. Quebrar fronteiras | Imaginação, simulação e ficção: o que nos dizem sobre a realidade? | 30 mar. '26 | 14H30

Ciência e Cultura. Quebrar fronteiras
Imaginação, simulação e ficção: o que nos dizem sobre a realidade?

CICLO DE SEMINÁRIOS | 30 mar. ’26 | 14h30 | Sala Multimédia | Entrada livre

Adelino Cardoso e Nuno Miguel Proença coordenam “Ciência e Cultura – Quebrar Fronteiras”, um ciclo de seminários pluridisciplinar, que visa criar um espaço de debate e partilha de conhecimento e de experiências oriundos de investigações em curso, desenvolvidas por investigadores de diferentes áreas e em diferentes fases do seu percurso. Nesta sessão, Nuno Proença apresenta o seu trabalho. Mais informações

Resumo

As narrativas ficcionais, ao relatarem eventos ocorridos com entidades reais ou imaginárias com as quais nos podemos identificar, oferecem-nos um vastíssimo leque de emoções e de motivações, enraizadas na afectividade, abrindo-nos assim à pluralidade das circunstâncias, das aspirações, dos valores ou dos ideais alheios. Do mesmo modo nos revelam o que os outros têm em comum connosco.

Permitindo-nos simular a necessidade, o desejo, o prazer, o infortúnio ou a felicidade humana, a imaginação própria à ficção literária, teatral ou cinematográfica adquire assim uma dimensão ética, não só porque constitui um laboratório para a acção, mas também porque nos permite apreciar, com alguma distância, o que pode ser estar no lugar ou na pele dos outros. O que há de irreal na ficção, por mais imaginário e fantasioso que seja, remete-nos constantemente para realidades partilháveis, para a vida que temos em comum, e oferece-nos novas possibilidades de ser afectado e de afectar, de pensar e de agir. Mas o que permite que estas simulações nos interpelem, nos toquem e nos digam respeito? O que permite que nos identifiquemos a outrem por intermédio do simulacro e da imaginação?

Prolongando reflexões de anos anteriores, esta sessão será uma oportunidade para interrogar as relações entre imaginação produtiva, simulação e empatia presentes na ficção, a partir de textos da filosofia, da psicanálise e da teoria da literatura.

Sobre o autor

Nuno Miguel ProençaNuno Miguel Proença é colaborador do Grupo Pensamento Moderno e Contemporâneo no CHAM, NOVA-FCSH. Doutorado em Filosofia na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales, onde estudou com Fernando Gil, é autor de Qu’est-ce l’objectivation en Psychanalyse? (L’Harmattan, 2008), Vida, Afectividade e Sentido (Húmus, 2020) e de Segunda Visão da Noite (Húmus, 2022). Com Adelino Cardoso, co-editou o dossier Evidência, Afecto e Inconsciente (2016) e, com Ana Lúcia Mandelli de Marsillac e Adelino Cardoso, o dossier Corpo, Sonho e Vida Afectiva (2021/2026) nos volume 35 e 39-40 da CULTURA – Revista de História e Teoria das Ideias.

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24 junho | Fernando Pessoa e a estética da abdicação | Bruno Barreiros

13 julho | A importância da tradição hermética para G. W. Leibniz, e como isso pode ser importante para nós | Diogo Cardoso

28 setembro | Anima, spiritus, mens, flatus, aer, halitus. A terminologia da alma na Philosophia Libera de Isaac Cardoso | Luciana Braga

19 outubro | O feminino na ruptura do feitiço – A partir d’Esse obscuro objeto de desejo, de Buñuel (1977) | Joana Lamas

23 novembro | D. Quixote e a doença da literatura: apontamentos sobre crença, meta-ficção e mania | Paulo Bugalho

14 dezembro | Significado e valor do “feral” | Jorge Croce Rivera

Fonte: bnportugal.pt

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