Notícias
Divulgação CulturalColóquio e Visita Guiada | Mostra | Pinharanda Gomes: historiador do pensamento português | 15 set. ’22
Pinharanda Gomes, historiador do pensamento português
MOSTRA | 13 abr.- 17 set. ’22 | Sala de Referência | Entrada livre
COLÓQUIO | 15 set. | 14h30-16h30 | Auditório | Entrada livre
Esta mostra, dedicada a Jesué Pinharanda Gomes (Sabugal, 1939 – Loures, 2019) destaca o autor enquanto o maior historiador do pensamento português de todos os tempos. Ativo numa perspectiva espiritualista e católica, estatuto que reivindica desde os primeiros livros e a que sempre se manteve fiel, Pinharanda Gomes produziu uma obra vastíssima, sobre uma inúmera multiplicidade de temas.
Autodidacta, nascido em Quadrazais, Sabugal, terra raiana de contrabandistas, a que tem devotado parte importante dos seus escritos, Pinharanda Gomes só soube de ser de nacionalidade portuguesa quando iniciou a frequência do ensino primário. Possuidor do mais vasto saber sobre a história do pensamento português, de que se destacam os três volumes da História da Filosofia Portuguesa (1981-1991), bem como sete volumes da série Pensamento Português (1969-1993), regista em todos os seus livros uma adesão viva ao modo religioso e de se tematizar as questões filosóficas. Autor prolífico, resgatou do esquecimento histórico inúmeros autores integrados na mundividência espiritualista (Joaquim Alves da Hora, João de São Tomás, Samuel da Silva, João Lourenço Insuelas, Prudêncio Quintino Garcia, Francisco Rendeiro, Pereira de Freitas, entre outros), prestando sólida consistência à existência de uma corrente filosófica em Portugal que, em continuidade, por vezes subterraneamente, desprezada pelo racionalismo e pelo positivismo, condenada pelo modernismo, tem privilegiado, desde os alvores da nacionalidade, o espírito face à matéria, a alma face ao corpo, a transcendência face à imanência, a metafísica face à positividade empírica.
Este é, de facto e de direito, o estatuto singular de Pinharanda Gomes no seio da cultura portuguesa contemporânea: para além do seu pensamento pessoal, harmónico com a restante obra de historiógrafo da história intelectual portuguesa segundo uma visão religiosa e espiritualista, os seus estudos demarcam com clareza o fio de continuidade existente em Portugal, de um modo constitutivo, de pensadores que, ora situados no poder de Estado, ora contra este, ora a este indiferentes (os místicos), incessantemente, sem hiatos temporais, interrogaram, sem desfalecimento, segundo uma posição religiosa (não necessariamente católica e eclesiástica, como, por exemplo Amorim Viana, Sampaio Bruno e Teixeira de Pascoaes) ou apenas espiritual (por exemplo, Antero de Quental) a face de Deus e as qualificações filosóficas decorrentes: o ser, a existência, a essência, o devir, a causalidade e o determinismo, o acaso, a criação, a morte.
A mostra Pinharanda Gomes: historiador do pensamento português pretende homenagear esta figura, principalmente na vertente histórico-filosófica da sua obra, sem, contudo, menosprezar o pensamento original do autor e as outras contribuições dele em vários âmbitos da cultura portuguesa. A mostra integra materiais do espólio guardado no Centro de Estudos Jesué Pinharanda Gomes de Sabugal, assim como do acervo da Biblioteca Nacional de Portugal, instituição da qual Pinharanda Gomes foi assíduo frequentador durante a sua vida.
Fonte: bnportugal.pt
Outros artigos em Divulgação Cultural:
Exposição | A três vinténs – 100 anos de fascículos de aventuras em Portugal | 4 jun. | 18h00 | BNP
A tendência verificada na Europa de se publicarem fascículos de aventuras ou policiais, cada um com um episódio completo, levou a que em Portugal alguns editores lançassem no mercado algumas dessas séries inicialmente ao preço de 3 vinténs (60 reis) por fascículo, acabando estes fascículos de aventuras por ficarem conhecidos como «literatura a 3 vinténs»
Sessão inaugural | A. Campos Matos e os estudos queirosianos | 5 jun. | 16h00 | BNP
Nascido em 1928, na Póvoa de Varzim, Alfredo Campos Matos viria a licenciar-se em Arquitetura, pela Escola Superior de Belas-Artes do Porto, sendo a sua primeira obra o estúdio na casa do seu pai, na Póvoa de Varzim. Publica, em 1959, Algumas considerações sobre problemas da arquitectura contemporânea
Concerto | Coro Infantil Regina Coeli | 2 jun. | 15h30 | BNP | Entrada livre
Entre bichos e bicharocos, muitos ou poucos, fomos descobrindo e construindo uma teia de histórias e de canções. Nelas, encontrámos o sossego das borboletas e as brincadeiras dos gatos, a fortuna do gafanhoto e a penúria da cigarra
Ciclo de Seminários | História Global e História dos Impérios | 30 maio | 17h00 | BNP
O principal objectivo do seminário consiste em exemplificar diferentes modos analíticos de proceder em história global e dos impérios. A sua ambição, mais geral, é a de se constituir em foro de uma discussão destinada a estabelecer as bases para se poder pensar historicamente os processos de globalização, a começar pelos processos de construção dos impérios













