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Divulgação Cultural

MESA-REDONDA | 12 nov. ’ 21 | 14h30 | Auditório | Entrada livre

MESA-REDONDA | 12 nov. ’ 21 | 14h30 | Auditório | Entrada livre

Do folhetim ao livro: o percurso do romance O Coruja
MESA-REDONDA | 12 nov. ’ 21 | 14h30 | Auditório | Entrada livre

As visitas à BNP obrigam à desinfeção das mãos, sendo recomendado o uso de máscara durante toda a permanência no edifício.
Durante os eventos no Auditório é obrigatório o uso de máscara.

Encontro no âmbito do Seminário Permanente «Leitura e formas de escrita», com Jean-Yves Mérian (Université de Rennes 2), João Luís Lisboa (CHAM, FCSH, Universidade NOVA de Lisboa) e moderação de Maria Schtine Viana (IELT), organizado por Daniel Melo e Patrícia Santos Hansen (coordenadores do Grupo de Investigação «Leitura e formas de escrita», CHAM, FCSH, Universidade NOVA de Lisboa).

O escritor Aluísio Azevedo (1857-1913) nasceu em São Luís do Maranhão, filho dos emigrantes portugueses David Gonçalves de Azevedo e Emília Amália Pinto de Magalhães. É considerado o grande representante do Naturalismo no Brasil, sobretudo pela sua obra O cortiço. Autor de muitos outros romances, peças de teatro, contos e artigos, trabalhou ainda como desenhador e fundou alguns jornais para veicular as suas ideias republicanas e anti-escravagistas.

Nas páginas iniciais do romance O Coruja, é na biblioteca do colégio interno onde estuda, que o pequeno André, que recebe a alcunha de Coruja, desenvolve a sua paixão pelos livros e o seu espírito metódico, que poderia tê-lo levado a realizar os seus dois grandes sonhos: escrever um livro sobre a História do Brasil e criar um colégio onde aplicaria as suas teorias sobre educação. A despeito de todos os seus esforços, a relação que estabelece com o amigo Teobaldo, que desde os anos de formação até o desfecho da narrativa, se apropria da sua produção e dos parcos recursos que ganha como professor e revisor, impossibilita-o de realizar os seus planos.

Esta mesa redonda tem como objetivo discuitir aspectos da vida e da obra deste profícuo escritor, com destaque para o romance O Coruja, editado como folhetim no rodapé do Jornal O Paiz, em 1885, e publicado recentemente na coleção Clássicos Ateliê, onde figuram outros autores consagrados de Língua Portuguesa, como Gil Vicente, Machado de Assis, Eça de Queirós, José de Alencar, Cesário Verde, Camilo Castelo Branco, Castro Alves, Fernando Pessoa e Lima Barreto.

Jean-Yves Mérian é professor catedrático emérito da Université de Rennes 2-Haute Bretagne, onde dirigiu o laboratório de investigação ERIMIT (Equipe de recherches Identités, Mémoires et Textes). Foi director do Département d’études portugaises et brésiliennes daquela universidade, onde também foi vice-reitor do pelouro de Relações internacionais. É autor de diversas obras sobre civilização e literatura brasileiras. Os seus trabalhos de investigação dirigem-se actualmente para o período de finais do século XIX e início do século XX no Brasil. Foi presidente da banca do concurso da Agrégation de portugais. Foi conselheiro cultural em Buenos Aires e adido cultural francês no Brasil. Dirigiu o Instituto Franco-Português de Lisboa e foi director da Association pour le dialogue entre les cultures do Ministério da Cultura francês e presidente da Association pour le développement des études portugaises, brésiliennes et de l’Afrique lusophone (ADEPBA).

João Luís Lisboa é professor da NOVA FCSH. Doutorou-se em 1998 em Florença, no Instituto Universitário Europeu, onde trabalhou com John Brewer e Roger Chartier. É investigador do grupo «Leitura e Formas da Escrita» do CHAM, Centro de Humanidades, da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores. A nível de investigação e de ensino, tem-se dedicado a temas de cultura no Portugal moderno e contemporâneo, aprofundando problemas de história do livro e da leitura. Dedica-se também a questões de conhecimento e metodologia na história e teoria das ideias.

Maria Schtine Viana trabalhou em várias editoras de São Paulo durante duas décadas e atualmente é doutoranda no Departamento de Estudos Portugueses da NOVA FCSH e investigadora não doutorada do Instituto de Estudos de Literatura e Tradição (IELT). Bacharelou-se em Letras (Português-Francês) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo e é mestre em Filosofia pelo Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo, onde defendeu dissertação sobre o romance O Coruja, de Aluísio Azevedo.

Parceiros: Biblioteca Nacional de Portugal / Grupo de Investigação «Cultura, história e pensamento ibéricos e ibero-americanos», CHAM (coord. Isabel Branco)

Fonte: bnportugal.pt

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Há 200 anos, a 28 de julho de 1821, foi proclamada a independência do Peru e, desde então, uma República floresceu nos mais diversos setores culturais. Apresentar essa evolução cultural é o objetivo da mostra Bicentenário do Peru – 1821-2021, organizada pela Embaixada do Peru em Portugal juntamente com a Biblioteca Nacional de Portugal.

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