Notícias
Divulgação CulturalCICLO DE SEMINÁRIOS | Ciência e Cultura. Quebrar fronteiras | Fernando Pessoa e a estética da abdicação | 24 jun. ’26 | 14h30
Ciência e Cultura. Quebrar fronteiras
Fernando Pessoa e a estética da abdicação
CICLO DE SEMINÁRIOS | 24 jun. ’26 | 14h30-16h30 | Sala Multimédia | Entrada livre
É possível enunciar uma teoria estética a partir dos escritos de Fernando Pessoa? O presente trabalho procura responder a esta questão, tomando como ponto de partida o Livro do Desassossego e os textos teóricos sobre literatura redigidos por Pessoa, nomeadamente a recentemente editada Uma História da Literatura Portuguesa.
Articulando os planos da criação literária e da reflexão estética, Fernando Pessoa esboça uma profunda reflexão sobre a produção poética, cujos elementos estruturantes são, em linhas gerais, o artifício e a abdicação. No seu laboratório poético, tão fundamental quanto ser outro é a reinvenção da gramática e da própria linguagem, pois, se «viver é ser outro» e «somos quem não somos», então «obedeça à gramática quem não sabe pensar o que sente».
No domínio da criação artística, a abdicação de si remete intimamente para uma estética do artifício, entendida como um impulso de transmutação da verdade, crucial para a produção da beleza. Na prosa lapidar de Bernardo Soares, «vivo-me esteticamente em outro».
Este trabalho pretende analisar o significado e o alcance destes conceitos na escrita pessoana, contribuindo para o esclarecimento de alguns dos aspetos fundamentais da estética de Fernando Pessoa.
Nota biográfica
Bruno Barreiros é investigador integrado no CHAM-NOVA e professor no ensino secundário (Colégio Marista de Carcavelos). As suas publicações mais recentes têm explorado as interseções entre a filosofia, a psiquiatria e a literatura.
Fonte: bnportugal.pt
Outros artigos em Divulgação Cultural:
ADIAMENTO – Conferência | Ciclo Literatura Escrita por Mulheres: Ursula Kroeber Le Guin | 27 set. | 18h00 | BNP
A História tem vindo a ser escrita ao longo do tempo como um construto que generaliza a vivência humana através da padronização do e no masculino. História sem género, dir-se-ia, mas que afinal exclui as mulheres da história. A historiografia tem construído barreiras de análise cultural, social, religiosa e política que excluem as mulheres.
Orquestra na rentrée · 10 setembro
A Orquestra Sinfónica, dirigida pelo seu maestro titular Stefan Blunier, reentra na temporada trazendo algumas das páginas mais célebres do repertório operático italiano, que nos transportam para o drama de Nabucco, rei da Babilónia, para um duelo numa pacata aldeia siciliana ou ainda para uma trama que tem como protagonista a princesa etíope Aida.
Visita guiada | Exposição A diáspora da palavra | 9 set. | 16h00 | BNP
A cultura portuguesa no século XVI conheceu o mundo. Muitas são as obras escritas por portugueses – de grandes livros a pequenos textos, passando por poemas isolados – que foram impressas além-fronteiras. Umas acompanharam a diáspora dos seus autores, outras foram aí produzidas por razões económicas ou por interesse dos locais nos escritos desses portugueses – uns vivos, outros mortos.
Visitas guiadas | Exposição 100 anos Nadir | 8 e 15 set. | 15h30 | BNP
O homem volta-se para a geometria como as plantas se voltam para o sol: é a mesma necessidade de clareza e todas as culturas foram iluminadas pela geometria, cujas formas despertam no espírito um sentimento de exatidão e de evidência absoluta.













