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Divulgação Cultural

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL | Literatura e Sociedade | 14-16 maio | 09h30 | Auditório | Entrada Livre

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL | Literatura e Sociedade | 14-16 maio | 09h30 | Auditório | Entrada Livre

Literatura e Sociedade
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL | 14-15 maio ’26 | 09h30 | Auditório | Entrada livre
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL | 16 maio ’26 | 10h00 | Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira

As ciências sociais podem ser literárias, propôs Ivan Jablonka, com o derrubamento da fronteira entre a literatura e a História.

Para explorar essa relação feliz, convidámos um conjunto de pesquisadores a examinar as potencialidades do encontro entre as ciências sociais e a literatura, através de uma obra literária, escolhida pelos participantes, e do seu papel na leitura dos processos sociais.

A etnografia, a história, a sociologia, a ciência política, os estudos culturais, contribuem com factos e conceitos, a literatura trabalha-os pela escrita, para ultrapassar as fronteiras entre o íntimo e subjetivo, os temas graves e coletivos, os acontecimentos, as sociedades, as instituições, as resistências e os movimentos sociais.

Como recordava Maurice Godelier, a ficção contém mais do que o imaginado e imaginário, porque ajusta ao suporte de um livro vários componentes dos mundos, reais e irreais, com personagens, acontecimentos, símbolos, conferindo legibilidade às sociedades e suas dimensões. Quer o passado, cujo conhecimento resulta do trabalho sobre fontes de diversa etiologia, que abrem o campo das possibilidades do conhecimento, quer os futuros em disputa, de modo prospetivo, confrontam quem investiga com campos de possibilidades. Seja pela base documental, seja pelo encadeamento causal, a literatura não é só um mundo de seres imaginários, oposto ao mundo da realidade efetiva.

Com Jacques Rancière, consideramos que a ficção é uma estrutura de racionalidade que permite comparar traços esparsos na construção de situações e de personagens identificáveis, designar acontecimentos, estabelecer ligações entre esses acontecimentos e dar-lhes um sentido. É dessa matéria que partimos nesta conferência.

PROGRAMA [PDF]

14 maio ’26 | BNP – Auditório

Fonte: bnportugal.pt

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SEMINÁRIO | Caminhos da Historiografia | A revolução de 25 de abril de 1974 | 16 abr. ’24 | 09h00 – 18h45 | BNP – Auditório

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Quando no final dos anos 50 e princípios de 60 se tornou evidente uma crise no regime do Estado Novo, logo acompanhada do início da guerra colonial, a historiografia portuguesa dava já sinais de renovação, em contacto com as práticas e teorias que noutras geografias se iam desenvolvendo. O Dicionário de História de Portugal (1963-71) de Joel Serrão, foi então uma expressão dessa mudança que se vinha desenhando desde o pós-guerra

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