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Divulgação CulturalLançamento | A África e o Mundo: circulação, apropriação e cruzamento de conhecimentos | 17 fev. | 18h00 | BNP
A África e o Mundo:
circulação, apropriação e cruzamento de conhecimentos
LANÇAMENTO | 17 fev. ’22 | 18h00 | Auditório | Entrada livre
> As visitas à BNP obrigam à desinfeção das mãos e medição da temperatura corporal à entrada do edifício. É obrigatório o uso de máscara durante a permanência no edíficio.
> Auditório, Sala de Formação e Átrio do Anfiteatro: apresentação obrigatória de certificado digital COVID da EU válido ou comprovativo de vacinação completa ou comprovativo de teste com resultado negativo.
Lançamento do livro A África e o Mundo: Circulação, apropriação e cruzamento de conhecimentos da autoria da Isabel Castro Henriques, numa edição Caleidoscópio, com apresentação de Miguel Bandeira Jerónimo.
A obra, que reúne um conjunto de textos escritos ao longo de quarenta anos, alguns inéditos, outros dispersos em publicações de natureza diversa, nem sempre de acesso fácil, tem como objetivo refletir sobre as muitas relações da África com outros mundos através de propostas, de objetos, de construções, de práticas introduzidas do exterior, numa pluralidade de situações históricas distintas, entre os séculos XV e XX, procurando no mesmo movimento sublinhar a natureza falsificadora de uma panóplia de ideias ocidentais que rotulavam os africanos como passivos, fechados ao mundo, sem vontade e capacidade de escolha e de mudança social.
O primeiro capítulo visa proceder a uma releitura das perspetivas historiográficas africanas, sublinhando as contribuições de formas do pensamento internacional e de inovações teórico-metodológicas pluridisciplinares, procurando igualmente pôr em evidência dinâmicas sociais inovadoras africanas, criadoras de uma África da modernidade emergente, ligada ao mundo atlântico.
Um segundo capítulo privilegia o documento iconográfico como fonte histórica, sublinhando a sua dimensão histórica e informativa, mostrando formas plásticas sobretudo portuguesas, que dão conta da integração de plantas, técnicas, símbolos, sistemas económicos, comerciais, habitacionais e urbanos, novas formas de organização e construção do espaço, introduzidos da Europa nos territórios africanos, e refletindo a criação de novidades sociais e culturais.
O terceiro e último capítulo pretende pôr em evidência a circulação e cruzamento dos conhecimentos nos séculos XIX e XX, conhecimentos introduzidos sobretudo no âmbito do facto colonial português, apropriados e reutilizados pelos africanos nas esferas do comércio, da habitação e do urbanismo, com o objetivo de renovar problemas historiográficos longamente abordados numa perspetiva colonial, possibilitando novas leituras, interpretações e interrogações. Pensar as relações da África com o mundo permite desmontar conceitos redutores das realidades africanas, mostrar as dinâmicas africanas de integração das novidades vindas do exterior e a capacidade das sociedades de aderir à contemporaneidade, procedendo à emergência de novos espaços, novas realidades sociais, novos sistemas de pensamento, novas formas culturais, preservando valores seculares da sua identidade, no quadro de uma africanidade renovada e dinâmica.
Fonte: bnportugal.pt
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