Notícias
Divulgação Cultural
Poças & a Arte da Tanoaria
Tanoeiro é aquele que faz ou conserta tonéis, barricas ou balseiros, sendo o ilustre responsável por garantir a sua preservação e reutilização por anos a fio. Enquanto construtor e cuidador da madeira, o tanoeiro é, no final de contas, o feliz responsável por todos os sabores e aromas especiais que assaltam o vinho durante a sua estadia nas caves.
A tradição da tanoaria tinha particular relevo nas zonas ribeirinhas, nas regiões de produção vínica, pelo facto de tonéis, barricas e balseiros serem um elemento fundamental para a produção de vinho. Enquanto há uns séculos atrás todas as casas produtoras de vinho tinham uma tanoaria, e o ofício era alvo de grande interesse para mestres e aprendizes, atualmente encontra-se quase em vias de extinção, por faltar quem ensine e quem queira aprender a arte de tão bem cuidar da madeira.
Porque a madeira tem personalidade forte, para domínio deste ofício não basta ler ou querer saber. É preciso, além de mãos hábeis e braços fortes, ter com quem aprender e experimentar, sendo necessários vários anos para atingir o ponto certo, estando por isso dependente da fiel passagem de conhecimento geração após geração.
Na produção do vinho do Porto a principal função da madeira é permitir o contacto constante do vinho com o ar, dando espaço para a natural oxidação e, por esse mesmo motivo, a escolha do local onde um vinho irá envelhecer diz muito sobre o perfil que nele se procura desenvolver.
Se numa barrica com 500-600 litros o vinho ganha um contacto mais próximo com a madeira, adquirindo um perfil progressivamente mais oxidativo; num balseiro, com capacidade para acolher mais de 15.000 litros, o vinho mantém elevados níveis de concentração e intensidade por ter menos contacto direto com a madeira.
Conheça aqui a história da nossa tanoaria, onde o António e o Jacinto tão bem cuidam de toda a madeira.
Outros artigos em Divulgação Cultural:
CICLO DE SEMINÁRIOS | Ciência e Cultura. Quebrar fronteiras | Fernando Pessoa e a estética da abdicação | 24 jun. ’26 | 14h30
É possível enunciar uma teoria estética a partir dos escritos de Fernando Pessoa? O presente trabalho procura responder a esta questão, tomando como ponto de partida o Livro do Desassossego e os textos teóricos sobre literatura redigidos por Pessoa
VISITAS GUIADAS – JUNHO | No Rasto de Luís de Camões
Poucos autores terão deixado um rasto tão longo e tão profundo na memória coletiva como Luís Vaz de Camões. Os primeiros usos coletivos da biografia e da obra camonianas datam do início do século XVII, do tempo da Monarquia Dual.
COLÓQUIO INTERNACIONAL | Línguas e mundo: Empresas de tradução de saberes (…) | 28-29 maio ’26 | 15h00 (dia 28) – 09h30 (dia 29) | Auditório
O encontro «Línguas e mundo: Empresas de tradução de saberes e políticas imperiais no século XVI» pretende debater, a partir de diferentes perspetivas disciplinares e metodológicas, a complexidade do processo de tradução no âmbito das instituições imperiais, nas suas diversas escalas de atuação
CONFERÊNCIA INTERNACIONAL | Literatura e Sociedade | 14-16 maio | 09h30 | Auditório | Entrada Livre
As ciências sociais podem ser literárias, propôs Ivan Jablonka, com o derrubamento da fronteira entre a literatura e a História.













