Notícias
Divulgação CulturalExposição | Atlas Suzanne Daveau | 16 abr. – 30 jul.
Atlas Suzanne Daveau
EXPOSIÇÃO | 16 abr. – 30 jul. ‘2 | Sala de Exposições Piso 2 | Entrada livre
Suzanne Daveau, hoje com 96 anos, começou pelo ensino secundário, mas seria quase toda a vida Professora Universitária em Besançon, Dakar, Reims e Lisboa. Investigou em temas variados como Geomorfologia e Climatologia, Geografia Histórica e Regional, História da Geografia e Cartografia. A partir de 1965 colaborou estreitamente com Orlando Ribeiro (1911-1997). Entre as suas obras destacam-se Les Régions Frontalières de la Montagne Jurassienne (tese de doutoramento, 1959), O Ambiente Geográfico Natural (1970, 5ª ed., 2019), La Zone Intertropicale Humide (com O. Ribeiro, 1973), Distribuição e Ritmo de Precipitação em Portugal (1977), Portugal, o Sabor da Terra (com J. Mattoso e D. Belo, 1998, 2ª ed., 2010) e Um Antigo Mapa Corográfico de Portugal (2010).
As fotografias de Suzanne Daveau registaram o tempo longo das sociedades rurais ocidentais ou tribais de África, as paisagens quase intocadas pela mão humana, mas também o enunciar de um mundo em progressiva mudança. O Atlas Suzanne Daveau é este percurso por um singular universo fotográfico que procurou uma ideia de verdade. Este é o retrato, o mapa, a geografia de uma mulher incansável que procurou conhecer e transmitir a sabedoria humana que se revela da terra. Talvez o que essa busca hoje nos devolva seja a inquietação do tempo presente. As suas fotografias dizem-nos, também, que o conhecimento é a melhor ferramenta que temos para lidar com um mundo aberto e em mudança permanente.
Esta abordagem ao universo fotográfico de Suzanne Daveau constitui uma interpretação concreta das imagens com que nos deparámos. Este não é um trabalho definitivo, na medida em que muitas outras leituras poderão ser feitas por outras pessoas. Este trabalho não tem um carácter monográfico. Foi nosso desejo construir um objeto de comunicação que, de algum modo, consiga transmitir a força das imagens e ao mesmo tempo fazer uma ponte com a contemporaneidade, com alguns dos problemas com que a humanidade hoje se depara, nomeadamente aqueles que se prendem com a terra que nos acolhe.
A exposição organiza-se em quatro grandes áreas temáticas: Rural; Humanidade; Cidade; e Natureza. Estes são os elementos que, diríamos, emanam da representação que Suzanne Daveau procurou com as suas fotografias. Na referência ao carácter científico das suas imagens, adicionámos as fichas que se encontram em arquivo no Centro de Estudos Geográficos, no núcleo Processo. Um sexto grupo de imagens, Tempo, é constituído por fotografias do seu avô, Léon Robert. Considerámos ainda dois grupos de imagens que, de algum modo, são unidades «flutuantes» nesta exposição, estabelecendo relações de descontinuidade com os grupos anteriormente referidos. Há um conjunto de imagens em que estão representadas pessoas, quase sempre isoladas, que contemplam a paisagem. Nessas diferentes pessoas quase que podemos ver Suzanne Daveau a ler, perscrutar, a interpretar as paisagens. Um último conjunto de fotografias é definido por imagens que tivemos dificuldade em ligar a qualquer uma das categorias anteriormente apresentadas. São imagens, por vezes, enigmáticas e inquietantes. São descontinuidades no seu trabalho que abrem portas para outras leituras, à margem de um pensamento geográfico.
Duarte Belo / Madalena Vidigal
Fonte: bnportugal.pt
Outros artigos em Divulgação Cultural:
Feira sem ladra / Marché sans puces / Flealess market | 10 Março das 11h às 15h | Palácio Fronteira
Tem coisas para vender? Quer passar uma manhã divertida? Participe, ou venha simplesmente conviver e petiscar na Feira sem Ladra de Março! O espaço é lindo…
Lançamento do livro: “Espelho Meu, onde deixei o meu chapéu?”
Sábado, 24 de fevereiro, pelas 16 horas na União das Freguesias de Caldas da Rainha – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório
SINFONIA ROMÂNTICA · 02 FEV – Orquestra Sinfónica do Porto – Casa da Música
Plena de contrastes, a Sinfonia nº 4 de Bruckner é conhecida como a Sinfonia Romântica e continua a gozar da mesma popularidade que alcançou desde a sua estreia pela Filarmónica de Viena, sob a direcção do lendário Hans Richter.
Caminhada Synapsis Lapa de Santa Margarida e Portinho Arrábida – 25 Fevereiro
A visita é gratuita, mas é necessária inscrição prévia para o email: salvadorcarlosperes@gmail.com até ao dia 22 de fevereiro. Mais informação » https://www.facebook.com/synapsis.setubal













