Notícias
Divulgação Cultural
Exposição | Francisco Lage – de Braga a Lisboa: esteta e homem do seu tempo | 16 set. – 13 out. | BNP
Francisco Lage – de Braga a Lisboa (1930-1957):
esteta e homem do seu tempo
EXPOSIÇÃO | 18 set. – 13 out. ´19 | Piso 0 | Entrada livre
Francisco Lage, natural de Braga, foi, pelo seu percurso, pensamento, orientação e relacionamentos, propostas e conceitos, um homem de ação, multifacetado, com elevado grau de ecletismo, que adquiriu, à época (anos 20-50 do passado século), fulcral importância no panorama artístico (teatro, artes gráficas, turismo) e etnográfico. Enquanto colaborador do Secretariado Nacional da Informação, Cultura Popular e Turismo (instalado no Palácio Foz desde 1947), Francisco Lage distinguiu-se, entre outras ações – enquanto responsável pelas actividades folcloristas do SPN/SNI –, como o autor, nomeadamente, do programa e recolhas do espólio para do Museu de Arte Popular, inaugurado em 1948. A sua atividade estendeu-se ainda à dramaturgia e à gastronomia portuguesa de cariz regional.
No livro Memória de Francisco Lage, da autoria de Maria Barthez, do qual esta exposição fotográfica é um reflexo, são analisadas as origens familiares e sociais do personagem em foco, os anos da sua formação, em Braga; o seu processo como cronista e colaborador na imprensa. Estão presentes, ainda, neste estudo os episódios políticos, ao serviço da Câmara Municipal de Braga, o seu afastamento e posterior processo de integração na sociedade lisboeta, como colaborador do SPN/SNI nos anos 30 e 50. Através da incursão e processo analítico da sua Biblioteca foi possível detetar as suas “inquietações” temáticas, auscultar as suas tendências e autores preferenciais, as suas ligações intelectuais, que serviram de modelo, de inspiração e fonte de informação para a sua ação e para a construção do seu ideário e reflexão nas diferentes áreas em que se destacou.
A partir do seu pensamento estruturou-se a análise aprofundada do seu percurso, trajetória e relacionamentos, propostas e conceitos, da singularidade de um homem de ação, multidimensional, com elevado grau de ecletismo. Interventivo no campo da etnografia (exposições de arte popular, concurso da aldeia mais portuguesa de Portugal, concursos de ranchos folclóricos, Museu de Arte Popular, em Belém) e da cultura popular (Teatro do Povo, Bailados Verde Gaio, concurso de arte dramática, concurso das montras, bibliotecas ambulantes), Francisco Lage adquiriu uma importância significativa no panorama artístico cultural, considerado, segundo uma perspetiva contextual e intertextual, como agente social ativo nos bastidores de uma política de cultura oficial.
Ficha técnica
Curadoria: Maria Barthez
Apoio à Curadoria: Herminius Viriatus // Design Expositivo e Impressão: Oficina dos Museus
Instituições: ANTT – Arquivo Nacional da Torre do Tombo / FAQ – Fundação António Quadros – Cultura e Pensamento / FCG – Fundação Calouste Gulbenkian
Apoios: Biblioteca Nacional de Portugal / Câmara Municipal de Braga / Editora Gradiva / Secretaria da Presidencia do Conselho de Ministros/Palácio Foz
Fonte: bnportugal.pt
Outros artigos em Divulgação Cultural:
Sessão de lançamento do livro Os Manuscritos de Leiria de Orlando Ferreira Barros | Leiria
A sessão de apresentação terá lugar no dia 9 de Março, sábado, pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria. O livro será apresentado por Guilherme Valente. Seguir-se-á uma sessão de autógrafos.
Quem conheceu Charles Ives? · 09 Mar
A música de Charles Ives data das primeiras décadas do século XX e é uma das primeiras manifestações do modernismo musical naquele país, afirmando‑se como verdadeiramente americana e influenciando o que viria a ser escrito dali para a frente
CCB/Renascença | OBRA ABERTA > programa sobre livros e literatura | 7 e 21 de março às 18h30 na Sala de Leitura // ENTRADA LIVRE
O Centro Cultural de Belém apresenta um programa literário quinzenal, coordenado por João Paulo Cotrim, e apresentado por Maria João Costa, que mais não é do que uma conversa livre entre escritores, criadores e leitores, com uma âncora na atualidade, mas sem limite de tema, género ou perspetiva
Sessão / Visita guiada | A arte e as histórias de Eduardo Teixeira Coelho | 13 mar. | 17h00 | BNP
Definindo arte como expressão da capacidade criativa e da imaginação à produção de um trabalho, tipicamente sob uma forma visual, para ser apreciado primariamente pela sua beleza ou poder emocional, é inegável que alguns autores de banda desenhada atingiram o nível que permite olhá-los como artistas













