Medicina

Medicina Interna

Suite nº 1 para violoncelo solo

by JS Bach

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Medicina Interna

Medicina Interna

Especialidade médica verdadeiramente eclética, tal a vastidão de conhecimentos e a permanente atualização científica que exige.

O Internista, a denominação genérica do médico especialista em Medicina Interna, para além de ter que ser como que um enciclopedista da Medicina, tem de possuir um extremo bom senso, sabendo harmonizar adequadamente os dados clínicos e epidemiológicos da anamnese a par dos semiológicos, tal como, posteriormente, os resultados dos exames auxiliares de diagnóstico que decidir requisitar no sentido de afirmar ou de infirmar as hipóteses de diagnóstico que previamente lhe pareceram mais plausíveis, servindo-se não só da sua experiência pessoal, mas sabendo promover também, sempre que necessário, o trabalho de equipa e a indispensável consultadoria de colegas de outras especialidades médicas ou cirúrgicas que se revelarem poder serem úteis para o melhor tratamento de um determinado doente concreto.

Dedica-se assim ao conhecimento, tanto das patologias mais prevalentes, como também das mais raras, sobretudo daquelas que têm um atingimento multiorgânico ou cujo diagnóstico correto é mais complexo de ser estabelecido, designadamente das que comprometem os órgãos dos sistemas cardiovascular, respiratório, digestivo, urinário, gastrintestinal, endocrinológico, articular e imunitário.

Deve saber liderar equipas médicas, tanto na enfermaria ou na urgência hospitalar, mas também no ambulatório, e ser igualmente o principal promotor dos valores fundamentais da prática clínica, designadamente da humanização na prestação dos cuidados médicos, através do estabelecimento de uma adequada relação médico-doente, praticando o ato médico de acordo o respeito absoluto da ética e da deontologia profissionais.

William Osler (1849-1919) de 1905 por Thomas Corner (1865-1938)

William Osler (1849-1919) de 1905 por Thomas Corner (1865-1938). Fundador da Medicina Clínica moderna e unanimemente considerado o “Pai da Medicina Interna”. De origem canadiana, exerceu medicina na parte mais importante da sua vida nos EUA, embora tivesse posteriormente vindo para a Europa, tendo-se estabelecido em Inglaterra, onde veio a falecer. Valorizou mais do que todos a importância da semiologia e da história clínica numa altura em que a anamnese era cultivada como quase o único instrumento para exercitar o diagnóstico diferencial, sem contudo ter descurado a decisiva importância dos valores da ética e da deontologia profissional. Deixou algumas publicações que constituem fonte obrigatória de reflexão e inspiração, devendo fazer parte de qualquer biblioteca que se preze. É, dos denominados “médicos da era moderna”, certamente, com toda a pertinência, dos mais citados e venerados.

Apoios/Parcerias:

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